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Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do IBGE, o sexo feminino representa apenas 20% dos mais de 580 mil profissionais da área de tecnologia da informação no Brasil. De fato, as mulheres no mercado de TI sempre foram minoria, ao mesmo tempo em que as discussões sobre a igualdade nesse e em outros setores começaram a aumentar recentemente. Entretanto, na mesma medida, a realidade atual é promissora, já que as profissionais da área vêm se sobressaindo.

Prova disso é um estudo da McKinsey, denominado Women in the Workplace 2019, o qual aponta que, nos cinco anos anteriores ao levantamento, houve um aumento de 24% da presença de mulheres em posições C-Level no segmento de TI.

Dados como esse demonstram a importância de trazer à tona o assunto, de forma a evidenciar a força feminina na área e incentivar outras profissionais a investirem na carreira caso essa seja a sua vontade.

Quer saber mais sobre a trajetória das mulheres nesse mercado e por que você também deve ir à luta?

Então acompanhe o nosso artigo!

Mulheres que marcaram a TI ao longo da história

Apesar da pouca representatividade e de casos de preconceito e discriminação em relação à presença feminina no mercado de trabalho, algumas mulheres foram responsáveis por marcar a área de TI com suas contribuições ao longo da história. Algumas personalidades marcantes são:

Ada Lovelace

Podemos dizer que o início da trajetória da mulher no mercado de TI se deu por volta de 1843, quando Augusta Ada King, a Condessa de Lovelace, auxiliava o matemático italiano Luigi Menabrea com a tradução de seus textos sobre as ferramentas analíticas usadas pelo matemático inglês, Charles Babbage.

O fruto desse trabalho foi o primeiro algoritmo, criado muito antes que pudesse ser processado por máquinas e sistemas. Por essa conquista, Ada é considerada uma das percussoras da ciência da computação!

As Garotas de ENIAC

As chamadas Garotas de ENIAC, Adele Goldstine, Fran Bilas, Kay McNulty, Marlyn Wescoff e Ruth Lichterman, foram as responsáveis por trabalhar com um dos primeiros supercomputadores criados na história, pela escola de engenharia Moore, nos EUA.

Essas mulheres forneciam instruções para realizar os cálculos de ENIAC (Electrical Numerical Integrator and Computer) relacionados à balística de mísseis e bombas. Na prática, lidavam com mais de 3 mil interruptores e 18 mil válvulas, que eram ligadas de forma manual a um hardware de 80 mil toneladas.

Isso foi um enorme desafio, já que na época não existiam linguagens de programação nem literatura ou sistemas operacionais que pudessem ajudá-las. Após meses de esforços, os cálculos balísticos que levavam 30 horas para serem resolvidos passaram a ter resolução em apenas 15 segundos pelo ENIAC.

Todavia, após a revelação do feito para a imprensa em 1946, as Garotas de ENIAC não receberam créditos, tornando-se invisíveis em seguida.

Grace Hopper

A analista de sistemas da Marinha dos Estados Unidos entre as décadas de 1940 e 1950, Grace Hopper, também era conhecida como “a incrível Grace Hopper”, “Rainha da Computação”, “Rainha da Codificação”, “Grande Dama do Software” e “vovó de COBOL”. Todos esses títulos se deram pelo desenvolvimento da linguagem de programação Flow-Matic, a primeira delas a ser adaptada para o idioma inglês.

Apesar dessa linguagem não ser mais utilizada, serviu como base para a criação do COBOL (Common Business Oriented Language), usada até hoje para o processamento de bancos de dados comerciais.

Jean Sammet

Uma das primeiras mulheres do mercado de TI a obter um PhD em ciências da computação, em 1968, Jean Sammet marcou a história com a criação de uma das primeiras linguagens de computação existentes.

Denominada FORMAC, ela entrou em uso pela IBM e era utilizada para manipular fórmulas matemáticas complexas. Em função dos seus conhecimentos em informática e matemática, área na qual também tinha formação, Jean Sammet atuou durante 27 anos na IBM, uma das maiores companhias tecnológicas até os dias de hoje.

Além disso, também influenciou na criação do COBOL e participava de diversas entidades representativas das mulheres da indústria tecnológica.

Karen Sparck Jones

A estudiosa Karen Sparck Jones teve seu trabalho focado no processamento de linguagem. Ela foi uma das criadoras do conceito de “inverso da frequência em documentos”, que serviu de base para os mecanismos de busca e localização de conteúdo de empresas como o Google.

Em linhas gerais, o sistema funciona com a recuperação de informações, minerando de forma rápida dados em um conjunto de documentos, bem como em filtragem de palavras-chave que mais aparecem nos textos e por ordem de relevância.

Suas pesquisas foram realizadas no laboratório de computação da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, onde atuou entre 1974 e 2002. Mesmo após a aposentadoria, Karen continuou se dedicando a causas de inclusão das mulheres no mundo da tecnologia até 2007, quando faleceu.

Pariza Trabiz

Conhecida como a “Princesa da Segurança”, Pariza Trabiz é diretora de engenharia do Google e lidera uma equipe de 30 hackers, com o objetivo de descobrir vulnerabilidades e novos formatos de ataques cibernéticos.

Fora do Google, ela atuou como consultora do Serviço Digital da Casa Branca para aumentar a segurança da tecnologia governamental, foi professora na Harvard Kennedy School, e auxiliou diversos escritores do mundo do entretenimento para que compreendessem o segmento da segurança cibernética e tecnologia e criassem histórias mais realistas.

Entre outros feitos, em 2017, foi apresentada na Next List da WIRED pelo seu trabalho promovendo criptografia na web e, em 2012, foi selecionada pela Forbes como uma das 30 pioneiras em tecnologia com menos de 30 anos.

Mulheres da TI: vamos à luta!

Apesar das mulheres no mercado de TI estarem sempre presentes ao longo da história, como você pôde comprovar, ainda há um longo caminho a ser percorrido, já que ainda são minoria no setor da tecnologia.

Nesse contexto, há diversos desafios a serem superados. Para começar, culturalmente as mulheres sempre foram estimuladas a desenvolver habilidades criativas e humanas, na mesma medida em que eram incentivadas a deixar as questões de raciocínio lógico e descobertas de engrenagens a cargo dos homens.

Outro obstáculo que vem sendo superado é que, nos primórdios da tecnologia da informação até poucos anos atrás, os profissionais de TI eram vistos como uma espécie de soldados programadores, os quais trabalhavam por horas de forma isolada nas empresas, de maneira totalmente mecânica e pouco estratégica.

Porém, o mundo está mudando de forma rápida e hoje a realidade é bem diferente. Atualmente, a trajetória das mulheres no mercado de TI possui inúmeras possibilidades, trazidas pelas mudanças de mindset e pela transformação digital.

Ao mesmo tempo em que área se abre, mulheres ao redor do mundo, bem como outros grupos que vêm sofrendo discriminação, lutam por ambientes mais igualitários e respeitosos para todos.

Apesar de haver mais espaço atualmente, é preciso que as mulheres do mercado de TI vão à luta para enfrentar os percalços corporativos e de gênero, já que por conta da gravidez e criação dos filhos, por exemplo, muitas precisam abandonar a carreira.

Para se ter ideia, segundo dados da PNAD, 79% das que iniciam cursos de TI na universidade abandonam os mesmos ainda no primeiro ano. Por esses e outros motivos, há diversos movimentos que visam direitos iguais, como é o caso do Reprograma, projeto que se propõe a ensinar programação para mulheres sem condições financeiras de bancarem uma faculdade.

Também podemos citar Girls In Tech, que tem como objetivo promover a conscientização da sociedade e diminuir barreiras de gênero no mercado de tecnologia com educação.

Nesse cenário de mudanças e lutas pela inserção das mulheres no mercado de TI, é papel de cada uma garantir que os seus direitos sejam respeitados, tanto em relação à formação quanto ao espaço dentro das empresas.

O futuro da mulher no mercado atual

Diante de toda a trajetória feminina apresentada até aqui, é possível afirmar que as mulheres têm avançado em relação à conquista do seu espaço. Uma boa notícia é que o mercado de trabalho está se tornando mais igualitário.

Segundo informação do portal oficial do Governo do Brasil, enquanto em 2007 as mulheres representavam 40,8% do mercado formal, em 2016 esse número já havia subido para 44%. Outro dado interessante é da Síntese de Indicadores Sociais (SIS), que apontou que 40,5% das casas no Brasil têm na mulher o seu pilar de referência, enquanto em 2005 essa porcentagem era apenas de 30,6%.

Entretanto, ainda há diversos aspectos a serem conquistados pelo sexo feminino, como a igualdade de salários, o espaço em cargos de liderança, entre outros.

Nesse cenário, é imprescindível que as empresas aumentem o número de mulheres que competem por promoções, gerenciamento e outros espaços que tradicionalmente foram ocupados por homens ao longo dos últimos anos.

Assim, é estimulado um ambiente de igualdade, bem como incentivado o fator competitivo, que consequentemente faz com que existam times mais propensos a contribuir com metas e propósitos de forma produtiva e motivada.

Esse é um dos objetivos da Teletex. A organização acredita que a participação feminina no mercado de TI é fundamental, já que as mulheres possuem as mesmas condições de ocuparem os mais diversos cargos nessa e em outras áreas.

Quer saber mais sobre os nossos incentivos na empresa? Então entre em contato com a gente, teremos muita satisfação em falar com você, leitora!