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Com a LGPD prestes a entrar em vigor, aumentar a proteção contra ciberataques tornou-se ainda mais importante para as companhias brasileiras. Ou seja, com a nova legislação, esse cuidado deve ter um investimento ainda maior.

Quer entender o motivo disso? Então conheça um pouco mais da Lei 13.709/18 que atualmente está prevista para iniciar em dezembro de 2020.

Vale lembrar, no entanto, que um projeto de lei apresentado pelo deputado Carlos Bezerra (MDB-MIT) pretende prorrogar a data de início de vigência da maioria dos dispositivos gerais da LGPD em dois anos.

Segurança de dados: importância central da LGPD

A proposta que surgiu no Senado brasileiro foi inspirada na regulamentação europeia (GDPR) e motivada pela frequência de vazamentos de informações individuais dos consumidores.

A LGPD tem o propósito de fortalecer uma relação transparente entre empresas e consumidores. Por isso que a preocupação com a segurança de dados é de suma importância, tanto que a própria lei trata do assunto:

“ VII – segurança: utilização de medidas técnicas e administrativas aptas a proteger os dados pessoais de acessos não autorizados e de situações acidentais ou ilícitas de destruição, perda, alteração, comunicação ou difusão;”

Ou seja, a LGPD, sancionada em 2018, vai exigir que as empresas de todos os portes que atuam no ambiente digital se adaptem, já que ela tem a intenção principal de manter a privacidade dos usuários da internet.

Aliás, deixar de fazer uma boa gestão de dados coletados, deve implicar em um prejuízo enorme para as empresas. Por isso que a preocupação com ciberataques é tão latente. Afinal, expor informações pessoais poderá acarretar multas que variam de 2% do faturamento anual da companhia a R$ 50 milhões.

A estimativa é que os cibertaques causaram um prejuízo de US$ 45 bilhões em 2018.Contudo a importância central da LGPD vai além disso. Com o escândalo da Cambridge Analítica junto ao Facebook, nota-se que o prejuízo não é só financeiro. Afinal, se a maior rede social do mundo teve sua credibilidade abalada, o que dirão das outras empresas em casos semelhantes?

Em um contexto geral, as corporações brasileiras terão um pequeno desafio para se adaptar, mas por um bom motivo. Visto que, prevenindo ataques cibernéticos, todos serão beneficiados.

Como aumentar a segurança contra Ciberataques e roubos de informações

Como mencionamos, manter a segurança do seu banco de dados é fundamental em qualquer ocasião, e a LGPD só reforça isso. Afinal, nenhuma organização quer sofrer um ataque, ter os dados de seus clientes roubados e sofrer sansões financeiras do governo. Por isso é de suma importância conhecer alguns métodos para evitar os ciberataques.

Veja a seguir sete práticas que vão deixar a sua empresa mais segura nesse sentido:

Manter os softwares da sua empresa atualizados

Fabricantes de softwares estão sempre atualizando suas plataformas para melhorar a experiência do usuário. Quando isso ocorrer, todas as configurações de segurança do sistema também são otimizadas, aumentando a eficiência contra criminosos virtuais.

Dessa forma, é essencial que as empresas, a fim de manter a própria privacidade e a dos clientes, mantenham-se atentas nesse sentido. Versões obsoletas e desatualizadas de aplicativos são oportunidades perfeitas para crimes cibernéticos.

Tenha uma política de segurança para a sua empresa

Nunca deixe que seus próprios colaboradores sejam portas de entrada para futuros ataques à empresa. Para tanto, crie uma política de segurança, a qual deve ser respeitada por todos internamente.

Se você ainda não possui uma, saiba que é simples. Liste uma série de normas e condutas e conscientize todos para que elas sejam seguidas.

Controle o acesso às informações

Essa é uma dica que deve ser levada em conta, tanto para aumentar a segurança quanto a organização da corporação. Em softwares utilizados por muitos, como ERPs, limite o acesso apenas àqueles que protagonizam determinada função.

Delegar o acesso às pessoas e equipes certas diminui as chances de equívocos e vazamento de informações.

Bloqueie ações indevidas

Dentro de uma empresa, cabe ao setor de TI bloquear ações indevidas. Não limitar o uso pessoal da internet por parte dos funcionários é uma válvula de escape para os vírus atacarem a sua empresa.

Mesmo que sem intenção, a possibilidade de clicar em links suspeitos na rede social ou no e-mail pessoal é alta. Portanto, fique atento a esse tipo de contaminação, pois ele pode ser silencioso, mas muito prejudicial.

Treine seus colaboradores

Fazer os colaboradores conhecerem e seguirem suas políticas de segurança é um grande passo para evitar ciberataques. Só que, por vezes, uma carta ou uma breve apresentação não é capaz de deixar claro todas as práticas. Nessas circunstâncias, um treinamento é necessário.

Isso ocorre, pois nem todos os funcionários estão familiarizados com alguns softwares. Além disso, ações mais simples podem prejudicar a proteção da corporação. Dessa forma, a fim de evitar riscos desnecessários, é válido separar um tempo para demonstrar as ocasiões que podem gerar futuras complicações para o negócio.

Utilize ferramentas de monitoramento

Outra função que deve ser adotada pela equipe de TI é o monitoramento das ações dos usuários. Observar a movimentação dos seus consumidores e identificar comportamentos suspeitos é o melhor caminho para evitar vulnerabilidades.

Para fazer isso você pode contar com algumas soluções do mercado que permite visualizar todas essas informações de maneira remota.

Crie uma rotina de backup

Backups, mesmo simples de se fazer, otimizam toda a organização e segurança da informação. Em últimos casos, quando há perda de dados, essas cópias de segurança podem ser a “salvação” da empresa.

Portanto, para finalizar o artigo, a dica é: crie mais de uma cópia, armazene em locais diferentes e faça testes de recuperação para, enfim, aumentar ainda mais segurança contra ciberataques.

E você, sabe como adequar a sua empresa para a LGPD? Saiba que a Teletex pode ajudá-lo nesse sentido. Caso queira sanar as suas dúvidas, entre em contato conosco.

Augusto Ziomkowski – Diretor de Engenharia